quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Deborah Secco não consegue indenização por publicação de fotos extras na Playboy

Edição especial tinha seis fotografias da atriz, quando ela alega que contrato permitiria a republicação de no máximo quatro.

A 4ª turma do STJ negou pedido formulado pela atriz Deborah Secco para que a Editora Abril a indenizasse pela publicação de fotos extras na revista Playboy, em 2002. Para o colegiado, a divulgação de sua imagem como foto de capa em edição especial de fim de ano não caracteriza ofensa a direito autoral porque "a titularidade da obra pertence ao fotógrafo, e não ao fotografado".
Segundo a atriz, o contrato, embora permitisse republicações de fotos, não autorizaria nova foto de capa em edição posterior. Ela sustentou no STJ que, na edição especial da revista, havia seis fotografias, quando o contrato permitiria a republicação de no máximo quatro por edição. Alegou que a Editora Abril não teria pago nada a título de remuneração variável pela edição especial.
Fotografia
O relator do recurso, ministro Luis Felipe Salomão, explicou que o ordenamento jurídico brasileiro protege a fotografia como objeto do direito autoral, no artigo 7º, inciso VII, da lei 9.610/98. Para ele, entretanto, a modelo fotografada não goza de tal proteção, já que nada cria - sua imagem comporia obra artística de terceiros. No caso, a modelo seria titular de outros direitos, relativos a imagem, honra e intimidade.
"É o fotógrafo o detentor da técnica e da inspiração, quem coordena os demais elementos complementares ao retrato do objeto, como iluminação; é quem capta a oportunidade do momento e o transforma em criação intelectual, digna, portanto, de tutela como manifestação de cunho artístico."
Direito de imagem
Salomão afirmou em seu voto que "o fotografado tem direito de imagem, cuja violação poderia, realmente, render ensejo a indenizações". Segundo ele, o direito à indenização não depende de ter havido uso vexatório da imagem da pessoa; basta que tenha havido proveito econômico.
O recurso da atriz, porém, não alegou violação do direito de imagem para fins comerciais, limitando-se à suposta violação de direitos autorais.

Fonte: Migalhas

Câmara derruba decreto presidencial que regulamenta os conselhos populares


O plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira, 28, o PDC 1.491/14, o qual anula o decreto presidencial 8.243/14, que criou a Política Nacional de Participação Social. A oposição - apoiada pelo PMDB, pelo PP e outros partidos da base - critica o decreto por considerar que ele invade prerrogativas do Congresso. Agora, a derrubada dos conselhos ainda terá que ser votada pelo Senado.
O decreto causa polêmica no Congresso desde junho. O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, já chegou inclusive a se pronunciar em plenário contra a norma. Alves disse que a sessão que derrubou o decreto foi histórica e comemorou a "manifestação de altivez e democracia" da Casa.
Apenas o PT, o PCdoB, o Psol e parte do Pros ficaram ao lado do governo e tentaram inviabilizar a votação com a apresentação de requerimentos – todos os demais partidos se uniram à oposição. Foram necessárias duas horas e meia de discussão para vencer a obstrução imposta pelos três partidos, mas o decreto presidencial acabou derrotado em uma votação simbólica.
Participação social
O decreto que a Câmara sustou cria um sistema de participação chefiado pela Secretaria-Geral da Presidência da República. Estão previstos um conselho permanente; comissões temáticas; conferências nacionais periódicas; uma ouvidoria pública federal; mesas de diálogo; fóruns interconselhos; audiências e consultas públicas; e ambiente virtual de participação social.
A intenção é permitir que as entidades influenciem as políticas e os programas de governo e consolidar a participação como um método de governo.
Não agradou ao Congresso, no entanto, o ponto do decreto que dá ao secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o poder de indicar os integrantes das instâncias de participação e definir a forma de participação.
Debate eleitoral
Durante a discussão, deputados do PT e do Psol disseram várias vezes que a oposição pretendia criar um "terceiro turno eleitoral" durante a votação do projeto para sustar o decreto de participação.
Para o líder do governo, deputado Henrique Fontana, o decreto apenas fortalece um conjunto de conselhos. "Ele melhora e amplia a participação da sociedade no controle da gestão pública."

É o mesmo argumento do deputado Afonso Florence, que é vice-líder do PT. "Não há uma linha sequer neste decreto que prove a subtração de prerrogativas do Legislativo. Ele fortalece a democracia, com a participação da sociedade civil, dos movimentos sociais organizados, setores empresariais, acadêmicos, instituições de pesquisa."
Fonte: Migalhas

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Governo prepara reajuste da gasolina

O governo espera acalmar o mercado financeiro com o anúncio, em breve, do reajuste dos preços dos combustíveis, informou uma fonte no governo. Em uma só tacada, a ideia é aplacar o mau humor do mercado e atender às necessidades de recomposição de caixa da Petrobras.
O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou, porém, que o reajuste deve ser menor do que vem pedindo a presidente da estatal, Graça Foster, nos últimos meses.
O Palácio do Planalto ainda não bateu o martelo sobre quando será o aumento de preço, mas o tema está na pauta da reunião do conselho de administração da companhia.
Na manhã seguinte ao resultado das eleições, a Petrobras divulgou dois comunicados positivos aos investidores, mas, ainda assim, as ações se mantiveram em queda durante o dia. As ações preferenciais caíram 12,33% e as ordinárias, 11,34%.
Antes da abertura das operações financeiras na BM&FBovespa, foi anunciada a descoberta de petróleo na perfuração do primeiro poço do super campo de Libra, pré-sal da Bacia de Santos, que já estava registrada desde sexta-feira, 24, na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).
A produção no pré-sal foi um trunfo usado na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, que promete transformar o petróleo em R$ 1,3 trilhão para a educação em 35 anos. Em seguida, a Petrobras comunicou a contratação de duas consultorias para investigar casos de corrupção na empresa, outro tema muito debatido nos últimos meses. Mas nada conteve a queda dos papéis.
Reunião
O reajuste dos combustíveis, que, pela perspectiva do governo, vai melhorar o ânimo do mercado, está na pauta da reunião do conselho de administração da próxima sexta-feira, dia 31.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já disse que aumentos de preços ocorrerão ainda em 2014, seguindo a tradição de conceder ao menos um reajuste a cada ano. Dentro do conselho de administração, no entanto, não há um consenso de que este seja o melhor momento.
"Os preços estão ajustados ao mercado internacional, não tem defasagem. Será que o governo vai reajustar com a inflação do jeito que está? A justificativa era a defasagem, agora não acho que o governo arriscaria a meta da inflação. Só vamos saber na sexta-feira", avaliou o conselheiro Silvio Sinedino, que representa os trabalhadores no colegiado.
A "extensa e dura" pauta prevista para a reunião do conselho passa também pela análise dos resultados da companhia no terceiro trimestre, mantidos em sigilo, e pelas novas denúncias de irregularidades decorrentes das investigações na Operação Lava Jato.
A partir de agora, diz Sinedino, a estatal deverá reforçar agendas positivas para reverter o que chama de "pessimismo" que se abateu na própria companhia e no mercado.
O anúncio de reajustes de preços, de investigação da corrupção ou de novas descobertas no pré-sal talvez não sejam suficientes para mudar o ânimo dos investidores. A percepção é que falta anunciar a adoção de uma política clara de variação dos preços, que torne os prazos e porcentuais dos reajustes previsíveis, diz Walter De Vitto, da consultoria Tendências.
A avaliação é que, reeleita, a presidente Dilma tende a prosseguir com a política de contenção dos preços dos combustíveis, o que, em sua opinião, impossibilita que a companhia aproveite ao máximo as oportunidades do mercado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte:Exame

Braziliense recebe compra de site chinês com pedido de ajuda

Caso não é o primeiro: três consumidoras do Reino Unido e uma outra da Irlanda também se depararam com pedidos de socorro em compras




A moradora do Distrito Federal Sandra Miranda teve uma surpresa ao abrir uma encomenda que acabara de chegar da China. A blusa, comprada no site chinês AliExpress, que vende produtos com valores bem abaixo do mercado brasileiro, veio acompanhada de um pedido de ajuda com os dizeres "I slave help me" ("Sou escravo, me ajude", em tradução literal).
Ao ler o bilhete, Sandra tirou uma foto a enviou pra sua filha Raíssa Reis, que mora em São Paulo. A jovem publicou a imagem no Facebook com as seguintes palavras:
"Meu coração se aperta e lágrimas descem ao ver que, do outro lado do mundo, neste exato momento, existe alguém sendo escravizado para confeccionar o produto que eu e você compramos. É um sentimento que não tem como descrever", desabafou a filha. Até o início da tarde desta sexta-feira, a publicação na rede social já tinha mais de 2 mil compartilhamentos. Procurada pela reportagem do Correio, o AliExpress informou que vai apurar o caso. "Se um vendedor for encontrado utilizando práticas proibidas de contratação mão-de-obra, ele será investigado e denunciado às autoridades".
Pertencente ao grupo Alibaba, a Aliexpress recém entrou na Bolsa de Nova York em setembro e transformou seu fundador, Jack Ma, no homem mais rico da China. Sua fortuna é avaliada em US$ 25 bilhões.
Um dos maiores atrativos chineses, a mão-de-obra barata muitas vezes é acompanhada de denúncias de trabalhos escravos. Três consumidoras do Reino Unido e uma outra Irlandesa também se depararam com pedidos de socorro em compras.
Com informações do Correio Braziliense
Fonte: Administradores

Após eleições, Petrobras anuncia medidas para apurar irregularidades

Entre as medidas da empresa estão a constituição de comissões internas para apurar as denúncias da "Operação Lava Jato"



Nesta segunda-feira (27), um dia após a eleição presidencial na qual Dilma Rousseff foi reeleita, a Petrobras anunciou uma série de medidas internas em relação às denúncias da “Operação Lava Jato”. Esta investigação vem apurando a veracidade de supostas irregularidades envolvendo várias pessoas, entre elas Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, já denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Entre as medidas da empresa estão: constituição de comissões internas para apurar o caso, requerimento de acesso aos da investição e prestação de esclarecimentos à Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário.

Segundo a nota divulgada à imprensa, a “companhia reitera que vem acompanhando as investigações e colaborando efetivamente com os trabalhos das autoridades públicas, conforme reconhece o Poder Judiciário. Reitera, ainda, enfaticamente, que manterá seu empenho em continuar colaborando com as autoridades para a elucidação dos fatos”.
Ainda segundo o documento, a Petrobras afirmou “que está sendo oficialmente reconhecida pelas autoridades públicas como vítima nesse processo de apuração”.
Veja a nota na íntegra:
Nota à imprensa
27 de outubro de 2014

Providências internas tomadas pela Petrobras relacionadas à “Operação Lava Jato”
A Petrobras, diante das notícias relacionadas às investigações decorrentes da Operação Lava Jato, vem atualizar a imprensa com as seguintes informações:

A “Operação Lava Jato” é uma investigação que vem sendo realizada pela Polícia Federal brasileira. No âmbito da operação, um ex-diretor da Petrobras, conjuntamente com outras pessoas, já foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Neste momento, estão em curso investigações sobre a prática de supostos crimes em desfavor da Petrobras.

Considerando esse cenário, a Petrobras tomou diversas medidas com a finalidade de apurar fatos, cabendo ressaltar as seguintes:

- Constituiu Comissões Internas de Apuração para averiguar indícios ou fatos contra a empresa, bem como subsidiar medidas administrativas e procedimentos decorrentes;

- Requereu acesso aos autos da investigação relacionada à Operação Lava Jato, incluindo os autos da ação por lavagem de dinheiro e organização criminosa, como forma de acompanhar de perto as investigações, o que foi deferido pelo Poder Judiciário;

- Solicitou acesso ao conteúdo da “delação premiada” realizada pelo ex-Diretor Paulo Roberto Costa, o que ainda não foi deferido pelo Poder Judiciário;

- Vem prestando esclarecimentos às autoridades (Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário), inclusive informando as diligências já realizadas no âmbito da companhia;

- Solicitou esclarecimentos, para subsidiar suas avaliações internas, às empresas mencionadas na imprensa como tendo atividades sob investigação na “Operação Lava Jato”, especialmente após a repercussão na mídia de informações a respeito da mencionada “delação premiada”.

Especificadamente diante das denúncias de corrupção na companhia efetuadas pelo ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e pelo Sr. Alberto Youssef, em audiência na 13ª Vara Federal do Paraná em 08/10/2014, a companhia, conforme autorizado pelo Juiz da causa, teve acesso oficial ao inteiro teor dos depoimentos – que não se confundem com a íntegra dos depoimentos prestados no âmbito da chamada “delação premiada”, que ainda estão sob segredo de Justiça – e tem utilizado tal material para subsidiar suas Comissões Internas de Apuração.

Em 24 e 25/10/2014 a Petrobras assinou contratos com duas empresas independentes especializadas em investigação, uma brasileira e outra americana, com o objetivo de apurar a natureza, extensão e impacto das ações que porventura tenham sido cometidas no contexto das alegações feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, bem como apurar fatos e circunstâncias correlatos que tenham impacto material sobre os negócios da companhia.

Ao autorizar a contratação dessas empresas, a Diretoria Executiva cumpre seu dever de diligência e, além das normas regulatórias e de auditoria aplicáveis pela CVM, considera o contexto do Foreign Corrupt Practices Act ("FCPA") e da Seção 10A do Securities Act of 1934 (Seção 10A), uma vez que a Petrobras é registrada na Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA.

Paralelamente ao avanço das investigações, a companhia já está trabalhando nas medidas jurídicas adequadas para ressarcimento dos supostos recursos desviados e dos eventuais valores decorrentes de sobrepreços derivados das empresas supostamente participantes do cartel, conforme mencionado no depoimento do ex-diretor Paulo Roberto Costa, além dos danos causados à imagem da companhia.

A companhia reitera que vem acompanhando as investigações e colaborando efetivamente com os trabalhos das autoridades públicas, conforme reconhece o Poder Judiciário. Reitera, ainda, enfaticamente, que manterá seu empenho em continuar colaborando com as autoridades para a elucidação dos fatos.

A Petrobras reforça, por fim, que está sendo oficialmente reconhecida pelas autoridades públicas como vítima nesse processo de apuração.”.

Fonte: Administradores

Chance de racionamento de energia no Brasil em 2015 é maior, dizem consultores

O período úmido, em que o nível das represas das hidrelétricas tende a crescer, ainda está começando, mas se as chuvas não vierem pelo menos dentro da média histórica para o período, um racionamento em 2015 será necessário


Um racionamento de energia no Brasil em 2015 é mais provável que em 2014, afirmam consultores especializados no setor elétrico, considerando as mais recentes previsões de chuva que indicam que o nível dos reservatórios de hidrelétricas da região Sudeste tende a iniciar o ano que vem em situação pior à enfrentada no início de 2001, ano do racionamento.
O período úmido, em que o nível das represas das hidrelétricas tende a crescer, ainda está começando de forma que um anúncio de racionamento não deve ocorrer no curto prazo. Mas se as chuvas não vierem pelo menos dentro da média histórica para o período, conforme o melhor cenário apontado pelas previsões atuais, um racionamento em 2015 será necessário, segundo consultores.
"O risco é muito maior que no ano passado. Neste ano, as térmicas conseguiram gerenciar o problema. Ano que vem, se passarmos por isso de novo (nível de represas caindo no mesmo ritmo que no último período úmido), as térmicas não dão mais conta", disse o diretor da consultoria Excelência Energética, Erik Rego. Ele acredita que uma confirmação para possível racionamento tende a esperar as chuvas de dezembro.
Desde o início de outubro, mês em que a pluviosidade tende a ficar mais intensa no país, apenas o Sul recebeu chuvas acima da média. No Sudeste, onde fica o principal parque gerador de hidreletricidade do país, as previsões de chuvas têm sido frustradas e ficando mais pessimistas a cada semana. As atenções agora se voltam para novembro, quando as chuvas têm que ser mais frequentes e regulares para recuperar represas.
Um racionamento de energia seria um dos principais desafios que a presidente reeleita Dilma Rousseff enfrentaria em 2015, uma situação que também limita a retomada da atividade industrial e o crescimento da economia.
Na pior das hipóteses, se o comportamento de chuvas no atual período úmido ficar muito abaixo da média, similar ao do ano passado, a tendência é que o ritmo de redução do nível das represas continue fortemente. Esse cenário de chuvas muito abaixo da média ainda não é esperado, mas se ocorrer, o país não terá condições de passar pelo próximo período de estiagem, que começa em abril, sem reduzir o consumo de energia, dizem analistas.
No período úmido 2013/2014, o nível dessas represas no Sudeste passou de 45,05 por cento em outubro de 2013 para 38,77 por cento em abril deste ano, ou seja, não houve recuperação.
Na melhor das hipóteses, caso as chuvas venham pelo menos na média e o nível das represas se recupere a quase 40 por cento até abril, conforme ocorreu em abril deste ano, o país poderia escapar de racionamento, dizem os especialistas. Porém, o cenário ainda tenderá a ser de preços altos de energia no mercado de curto prazo em 2015 e 2016.
Atualmente, o nível das represas no Sudeste/Centro-Oeste está em 19,8 por cento. Esse nível é pior que o verificado ao final de outubro de 2001, ano do racionamento, e também pior que o registrado em outubro de 2000, ano pré-racionamento.
Como as chuvas mais fortes costumam ocorrer a partir de novembro e dezembro, ainda há chances das represas elevarem o nível. Mas para terminar o ano melhor que no final de 2000, as represas do Sudeste teriam que subir quase 9 pontos percentuais, o que não representaria necessariamente um alívio.
Em 2000, o nível dos reservatórios do Sudeste fechou o ano 28,52 por cento. O período úmido 2000/2001 teve recuperação das represas até março, quando o nível chegou a 34,53 por cento. O racionamento foi decretado em junho, quando o nível dessas represas caiu abaixo dos 30 por cento.

Dilúvio

Para o presidente da consultoria Thymos Energia, João Carlos Mello, a situação para 2015 é crítica, mas um anúncio de racionamento só tenderia a ocorrer em abril ou maio do ano que vem, após o período úmido.
"Temos mais térmicas, mas a carga (de energia) é maior... A única variável que esperamos é chover no verão que está entrando, e tem que chover um dilúvio, tipo Arca de Noé, para respirarmos aliviados", disse.
A consultora da Engenho Consultoria, Leontina Pinto, acredita que a situação para atendimento dos consumidores durante os horários de pico de energia já neste verão poderá enfrentar problemas. Isso porque vários reservatórios de hidrelétricas do país já estão abaixo dos 20 por cento, quando a produtividade da geração fica afetada. Além disso, durante o verão, o consumo de energia tende a aumentar, o que já está acontecendo em outubro diante de altas temperaturas.
"O confortável é estar acima de uns 40 por cento, mas dificilmente a gente vai chegar nisso (...) Acho que não chega no ano que vem, porque as chuvas não estão vindo... A menos que caia um dilúvio, não será sensato não racionar", disse ela.
Para o consultor Adriano Pires, um dos principais colaboradores do plano de governo de Aécio Neves na área de energia, são as chuvas do verão que vão definir se o país vai ou não ter de passar por outro racionamento de energia. "Para evitar o racionamento, as represas do Sudeste e do Centro-Oeste tem de estar a cerca de 30 por cento em abril", disse.
Pires disse também que, caso as temperaturas subam muito no verão, os picos de consumo causados pelo uso de aparelhos de ar condicionado podem até causar pequenos apagões, por conta de sobrecargas. "Não teremos térmicas adicionais para entrar no horário de pico, já que elas já estão funcionando", disse.
Os recordes de demanda máxima instantânea de energia diários costumam ocorrer no verão, quando as temperaturas aumentam fortemente. Em fevereiro deste ano, ocorreram recordes consecutivos de demanda máxima instantânea de energia no país, quando o calor ficou acima da média impulsionando o consumo.
Em 4 de fevereiro, um blecaute afetou entre 5 milhões e 6 milhões de pessoas em diversas regiões do país, depois de curto-circuitos em linhas de transmissão no Tocantins. Na ocasião, o governo afirmou que o desligamento orquestrado das linhas de transmissão evitou um apagão ainda maior.

Não pode atrasar

O gerente de regulação da Safira Energia, Fábio Cuberos, alerta para a necessidade de que novos projetos de geração e transmissão de energia previstos para 2015 entrem sem atraso para dar segurança ao abastecimento de energia do país, com equilíbrio no balanço oferta/demanda.
Cuberos avalia, no entanto, que há atrasos que podem limitar a expansão da sobra de energia prevista no ano que vem, com base em levantamento próprio utilizando informações divulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o andamento das obras.
A hidrelétrica Belo Monte, por exemplo, teria que iniciar a operação de algumas turbinas no ano que vem, a partir de fevereiro. Mas o projeto está atrasado, segundo relatório de fiscalização da Aneel de outubro, e a previsão é de que a operação comercial da primeira turbina inicie apenas em fevereiro de 2016.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão do governo federal que fala sobre o tema, tem reafirmado a cada mês que o risco de haver qualquer falta de energia no país em 2015 está abaixo dos 5 por cento considerado aceitável para o sistema elétrico.
Questionado nesta segunda-feira sobre chances de racionamento no país, o Ministério de Minas e Energia, reafirmou que "apesar das adversidades climáticas, existe equilíbrio estrutural no sistema capaz de assegurar o suprimento das necessidades do país".
Segundo o ministério, há uma sobra estrutural de 6.600 MW médios para atender à carga prevista para 2014, de cerca de 65.800 MW médios de energia. No ano, entraram em operação cerca de 5.266 MW ou 87,8 por cento do total de 6 mil MW de nova capacidade instalada de geração prevista.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) também reafirmou, por meio de assessoria de imprensa, que um racionamento de energia não está sendo considerado.
(Reportagem adicional Leonardo Goy, em Brasília)

Homem que andou nu na Avenida Paulista é condenado

Indivíduo teria baixado parcialmente as calças e transitado entre os carros, exibindo a genitália às pessoas.


A 9ª câmara de Direito Criminal do TJ/SP mantevecondenação de um homem que andou nu na Avenida Paulista pela prática de ato obsceno em público e por desacato a policiais. A pena será de 1 ano, 1 mês e 2 dias de detenção, em regime inicial semiaberto.
Em outubro de 2012, o indivíduo teria baixado parcialmente as calças e transitado entre os carros, exibindo a genitália às pessoas. Advertido por policiais, ele fugiu, mas acabou sendo capturado, momento em que ofendeu os policiais com xingamentos. O réu negou a acusação, dizendo que caminhava pela Avenida Paulista e foi apertar o cinto de sua calça, que estava frouxa.
Em seu voto, o relator, desembargador Sérgio Coelho, ressaltou não haver nos autos prova indicando que o réu estava sob influência de álcool ou outras drogas nem que estivesse incapacitado de entender o caráter ilícito do seu ato.
"Em suma, o quadro probatório é de inabalável solidez e não deixa a menor dúvida quanto à procedência da imputação, sendo absolutamente descabida a pretendida absolvição do réu. A reprimenda foi criteriosamente aplicada e justificada, não comportando reparo."

Confira a íntegra da decisão.
Fonte: Migalhas