quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Restituição do IR 2013 é paga em 7 lotes mensais; veja o calendário

As restituições do Imposto de Renda de 2013 são pagas em sete lotes mensais, entre junho e dezembro. Idosos com mais de 60 anos e contribuintes que enviaram a declaração no início do prazo têm prioridade de pagamento nos primeiros lotes.

CALENDÁRIO DE RESTITUIÇÕES
DO IMPOSTO DE RENDA 2013

LOTEDATA DE PAGAMENTO
17/06/2013
15/07/2013
15/08/2013
16/09/2013
15/10/2013
18/11/2013
16/12/2013
A Receita Federal normalmente libera a consulta num dia, e o depósito do dinheiro é feito na semana seguinte.
Para saber se sua declaração foi liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone no número 146.
O dinheiro é depositado na agência bancária indicada pelo contribuinte ao fazer a declaração.
O valor é corrigido pela Selic (taxa básica de juros), mas, após cair na conta, não recebe nenhuma atualização.
Têm prioridade para receber a restituição idosos, deficientes, pacientes com doenças graves e os contribuintes que entregaram a declaração antes.
O fato de não estar incluído no lote de restituição não significa necessariamente ter ficado retido na malha fina. Mas existe essa possibilidade.
A Receita tem um sistema para verificar se a declaração está com algum problema e oferece oportunidade de corrigi-lo.
A restituição fica disponível no banco por um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la mediante o Formulário Eletrônico (Pedido de Pagamento de Restituição), disponível na internet.  
Caso o contribuinte não concorde com o valor da restituição, poderá receber a importância disponível no banco e reclamar a diferença na unidade local da Receita.
Fonte: UOL

Justiça decide que CRM-MG não pode negar registro provisório a estrangeiro

A Justiça Federal em Minas Gerais indeferiu nesta terça-feira (27) o pedido ajuizado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas (CRM-MG) para que fosse desobrigado a fornecer o registro provisório de médicos estrangeiros que fazem parte do programa Mais Médicos e não tem o diploma revalidado no Brasil.
  • Arte UOL
    Saiba qual a proporção de médicos em cada Estado e o panorama em outros países
O juiz titular da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais, João Batista Ribeiro, indeferiu o pedido por considerar que negar o registro aos médicos intercambistas "causaria à Administração o perigo da demora inverso, sob o aspecto de deixar ao desamparo cidadãos hipossuficientes das camadas mais pobres de nossa sociedade".
Na semana passada, o presidente do CRM-MG, João Batista Gomes Soares, declarou à imprensa que pretendia denunciar os médicos cubanos por exercício ilegal da profissão. Ele chegou a dar uma declaração que gerou polêmica: "Vou orientar meus médicos a não socorrerem erros dos colegas cubanos", disse o médico ao Estado de Minas.

Para o juiz, com a intenção de barrar os registros provisórios, o CRM "pretende instaurar uma verdadeira "batalha" visando a preservação de uma reserva de mercado aos médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no país, em que as vítimas, lamentavelmente, são os doentes e usuários dos órgãos do sistema público de saúde".Ao ajuizar a ação, o CRM usou como argumento o fato de que contratar médicos estrangeiros sem revalidação de diploma fere a Lei, bem como exigir que eles não trabalhem fora do Mais Médicos. A entidade, assim como o Conselho Federal de Medicina (CFM), ressalta que não é contra a vinda de estrangeiros - sua posição é contrária à dispensa do Revalida.

Fonte: UOL

Justiça determina bloqueio de R$ 8 mil da Priples

A Justiça de Pernambuco determinou o bloqueio do valor de R$ 8.097,89 nas contas bancárias da empresa Priples em favor de um investidor. A liminar foi concedida na sexta-feira (16) pelo desembargador Stênio Neiva, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE)

Rinaldo Moreira Cavalcanti afirmou que foi ludibriado pela empresa por meio de publicidade enganosa. Informou que investiu R$ 10 mil com a promessa de obtenção de R$ 60 mil, mas apenas recebeu a quantia de R$ 1.902,11.

O investidor ingressou na Justiça solicitando o bloqueio dos R$ 60 mil a que teria direito da conta da Priples. Após ter seu pedido negado pelo Juízo da 21ª Vara Cível, recorreu ao 2º Grau.

Em sua decisão, o desembargador Stênio Neiva explicou que, no caso, ficou caracterizado o receio do dano jurídico, pois o investidor envolveu-se em situação que suspeita ser o "golpe da pirâmide". "Aponta o agravante que possui um crédito a receber no valor de R$ 60 mil, comprovando diversas transações e ‘investimentos' com a ré, ora agravada, e comprovando o documento de que os donos da empresa foram presos por suspeita de crime contra a economia popular e formação de pirâmide financeira", destacou.

No que se refere ao valor pretendido do bloqueio, R$ 60 mil, o magistrado entendeu que a decisão não pode abranger a quantia integral nesse momento em que o processo criminal ainda encontra-se em fase embrionária. Levando em consideração o valor investido, R$ 10 mil, e o já recebido por Rinaldo Moreira Cavalcanti, R$ 1.902,11, o desembargador entendeu que o suposto crédito perfaz a quantia de R$ 8.097,89.

"Faço isso com extrema cautela, considerando a urgência da medida, a fim de evitar o perecimento do direito invocado", ressaltou. O mérito do caso ainda será julgado. A empresa pode recorrer da decisão.

Fonte: Portal EBC

Depois de TelexFree e BBom, sobe para 80 número de empresas investigadas

Carro com marca da TelexFree na cidade Lucas do Rio Verde no estado do Mato Grosso
Carro com marca da TelexFree na cidade Lucas do Rio Verde no estado do Mato Grosso (Ivan Pacheco)
A procuradora do Ministério Público de Goiás, Mariane Guimarães, afirmou ao site de VEJA que a força-tarefa dos MPs de todos os estados brasileiros criada para investigar casos de pirâmide financeira no país já aponta a existência de mais de 80 empresas suspeitas. Em julho, eram 33 empresas investigadas.
Segundo Mariane, de dois a três novos casos surgem semanalmente — e as mais de 20 pessoas designadas para cuidar das investigações não conseguirão ter sucesso, caso não haja uma campanha de conscientização do governo para esclarecer o crime de pirâmide à população. “É preciso que o Congresso intervenha para apertar a pena aos que cometem esse crime. E o governo também precisa criar uma campanha conscientizando os consumidores sobre o risco”, afirmou a procuradora ao site de VEJA. O único órgão do governo que acompanha as investigações é a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça.
A lei nº 1.521 prevê pena de seis meses a dois anos de prisão para quem comete o crime de formação de pirâmide financeira – o que, na maioria dos casos, acaba se convertendo em prestação de serviços comunitários ou pagamento de cestas básicas. “Não cabe prisão preventiva, nem temporária”, afirma o procurador da República Helio Telho, também do MP de Goiás. Segundo Telho, se não houver punição mais forte, a perpetuação dos esquemas não terá fim. “Eles (os donos das pirâmides) usam laranjas pra esconder parte do dinheiro. Quando investigados, conseguimos pegar algo, mas eles desviam a maior parte”, afirma o procurador.
Na última semana, Mariane Guimarães participou de um congresso de MPs em Belém, no Pará, no qual detalhou, em sua palestra, como funcionam os esquemas de pirâmide. “Um dos objetivos desse congresso foi definir uma minuta de anteprojeto para encaminharmos ao Congresso. Nós precisamos de mais instrumentos para combater isso”, afirma.
Na Câmara dos Deputados, em Brasília, uma audiência pública mista também ocorreu na semana passada, na qual estiveram presentes o diretor da TelexFree, Carlos Costa, e representantes da BBom e outras empresas que afirmam trabalhar com o modelo de marketing multinível. Depois da audiência, deputados como Perpétua Almeida (PC do B-AC) e Acelino Popó (PRB-BA) afirmaram que criarão uma frente parlamentar para defender a atuação da TelexFree. Popó será o presidente da frente.
Pirâmide - O crime de pirâmide financeira se confunde, muitas vezes, com o modelo de marketing multinível, pois ambos trabalham com o conceito de agregar associados à rede de vendas. A diferença entre eles é que no segundo, legal, a remuneração dos associados e vendedores é atrelada ao volume de vendas e não ao número de associados angariados. O modelo de pirâmide é insustentável no longo prazo porque a base de potenciais associados fica, com o tempo, mais estreita - e a receita da companhia com a venda dos produtos não consegue ser suficiente para remunerar as comissões de todos os associados.
No caso da TelexFree, era comercializado um sistema de telefonia via internet considerado clandestino pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Já a BBom, a inserção de novos integrantes na rede era feita sob a alegação de que eles seriam parceiros em um comércio de rastreadores, que, segundo a investigação, era de fachada. Os bens das duas empresas foram bloqueados pela Justiça e elas estão impedidas de atuar. 
Fonte: Portal da Revista Veja

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Contrato com médicos cubanos é ilegal, diz Ives Gandra

O advogado e jurista Ives Gandra da Silva Martins diz que o acordo para a contratação de 4 mil médicos cubanos é inconstitucional. Segundo ele, o tratado tem força de lei ordinária, e não pode se sobrepor à Constituição. Gandra Martins diz que a remuneração distinta entre os médicos cubanos e os demais participantes do programa viola os princípios constitucionais e que os cubanos não podem exercer a medicina no país sem o Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos).
Crítico ferrenho do regime de Cuba, o jurista afirma que “todo o povo cubano é escravo” de uma ditadura e que dificilmente algum médico cubano pedirá asilo ao Brasil. “Duvido que peçam. O governo cubano mantém seus familiares como reféns em Cuba."
Leia a entrevista:
ConJur — O acordo firmado pelo Ministério da Saúde com a Organização Panamericana de Saúde é legal ou ilegal?
Ives Gandra Martins — O acordo é inconstitucional na medida em que fere o artigo 7º inciso XXX da Constituição Federal. Vale dizer, ingressando o tratado internacional, como lei ordinária especial, no ordenamento jurídico brasileiro, não pode sobrepor-se à Carta Maior. E a remuneração distinta de profissionais que exercem a mesma função é maculadora da lei suprema.

ConJur — O acordo configura terceirização?
Ives Gandra Martins — Mesmo se se considerasse uma terceirização, teria o profissional, que trabalha no Brasil, que receber o mesmo que qualquer outro na mesma função, o que vale dizer, a eventual terceirização não sana a inconstitucionalidade.

ConJur — Pode ser caracterizado como trabalho escravo?
Ives Gandra Martins — Todo o povo cubano é escravo, proibido de se deslocar no país e dele sair, não podendo os próprios médicos livremente viajarem no Brasil sem autorização de Cuba. Nem podem trazer suas famílias. O trabalho escravo é uma mera decorrência de um povo escravo da mais antiga e sangrenta ditadura latinoamericana.

ConJur — Os médicos cubanos podem exercer a medicina sem o Revalida?
Ives Gandra Martins —  Entendo que não. Teriam que se submeter aos mesmos rígidos controles que os médicos brasileiros se submetem.

ConJur — Se um médico cubano pedir asilo político, o Brasil pode recusar?
Ives Gandra Martins — Entendo que não pode recusar. Duvido que peçam, todavia, porque o governo cubano mantém seus familiares como reféns em Cuba.

ConJur — Quem deve fiscalizar a atuação dos médicos estrangeiros (cubanos e de outros países)?
Ives Gandra Martins — Os Conselhos Regionais é que deveriam fiscalizar, mas estão proibidos de avaliar a competência destes médicos que serão "autorizados" por funcionários do governo federal.

ConJur — Os médicos cubanos podem reclamar direitos trabalhistas? Quais?
Ives Gandra Martins — Podem reclamar todos os direitos do artigo 7º da CF e da CLT, mas duvido que o façam pois, ou são agentes do governo cubano ou têm familiares reféns, garantidores de seu retorno à Cuba.

Fonte: Conjur

Brasil atinge a marca de R$ 1 trilhão em impostos pagos


Imagem meramente ilustrativa
O Brasil atingiu nesta terça-feira (27) a marca de R$ 1 trilhão de impostos federais, estaduais e municipais pagos desde o primeiro dia deste ano, revelam dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
Neste ano, a marca foi atingida dois dias antes do que no ano passado, o que comprova o crescimento da arrecadação tributária.
"A carga é muito alta, mesmo com todos os cortes de tributos, com a queda da atividade econômica. Esperávamos que esse valor fosse alcançado um pouco depois do que esta data", afirma o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Rogério Amato.

Impostômetro

O painel do Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Também pela internet qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os Estados e municípios.
O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro deste ano.

Brasileiro trabalhou até 30/5 só para pagar tributos

O contribuinte brasileiro trabalhou até 30 de maio só para pagar impostos. Segundo cálculos do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), o brasileiro médio pagará de impostos neste ano o equivalente ao que ganhará durante 150 dias de trabalho (de 1º de janeiro até amanhã, 30 de maio).
A conta inclui todos os tributos –impostos, taxas e contribuições cobrados pelo governo federal, Estados e municípios. São itens como Imposto de Renda, IPTU, IPVA, PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS, contribuições previdenciárias, sindicais, taxas de limpeza pública, coleta de lixo, iluminação pública e emissão de documentos.

Brasil cobra imposto caro, mas é o que dá menos retorno à sociedade

Segundo outro estudo do IBPT, o Brasil aparece entre os 30 países do mundo quemais cobram impostos do mundo pela quarta vez seguida. Também pela quarta vez, o país ocupa a lanterna em termos de qualidade dos serviços públicos prestados à população.
Quando se avalia a relação entre carga tributária e qualidade dos serviços públicos –como educação, saúde e transporte--, o Brasil fica atrás dos vizinhos Uruguai (13º) e Argentina (21º).
Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul ocupam as primeiras posições.
Fonte: UOL / Economia

Cliente é indenizado por cobrança indevida da Brasil Telecom

O desembargador Amaral Wilson de Oliveira (foto), em decisão monocrática, manteve sentença que condenou a Brasil Telecom Celular S/A a pagar indenização de R$ 20 mil por danos morais a cliente que teve o nome inscrito indevidamente em programas de proteção ao crédito. Ele também determinou o cancelamento do cadastro de inadimplência.

Segundo o magistrado, a cobrança por um serviço não prestado viola as normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

De acordo com Amaral Wilson, a empresa não juntou aos autos nenhum documento capaz de provar a legalidade da cobrança efetuada. Em casos de negativação indevida, o dano moral é presumido, dispensando prova de sua ocorrência, afirmou. O valor fixado segue os princípios de razoabilidade e proporcionalidade, no entendimento do magistrado.

Consta dos autos que João Martins Correa Neto adquiriu uma linha de celular da empresa, a qual foi bloqueada dois dias após a habilitação do número e, mesmo após várias reclamações administrativas, o problema não foi solucionado, o que o levou a buscar a Justiça. O cliente recebeu cobranças pelos serviços que não foram prestados e, por não realizar o pagamento, teve seu nome inscrito nos programas de proteção ao crédito.

De acordo com o desembargador, a negativação do nome do cliente não ocorreu por culpa dele, mas em decorrência de uma negligência da empresa, na medida em que ocorreu quando (a telefônica) tinha plena ciência de que não estava fornecendo os serviços contratados, de modo que não poderia exigir que ele adimplisse as faturas. (Texto: Lorraine Vilela - estagiária do Centro de Comunicação Social do TJGO)

Fonte: Juris Way