sexta-feira, 6 de julho de 2012

Inadimplência reverte tendência e registra queda em junho, diz SPC Brasil


O número de consumidores inadimplentes incluídos no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) registrou queda de 0,27% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Esta é a segunda vez este ano em que houve queda do indicador nessa base de comparação --em março ele havia recuado 11,95% em relação a março do ano passado.
Conforme revela o indicador da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil, divulgado nesta sexta-feira (6), a baixa na inadimplência é um indicador de que parte das famílias está conseguindo pagar em dia suas contas.
Na comparação mensal, ou seja, na passagem de maio para junho deste ano, também houve diminuição de 9,44% nas inclusões devido à inadimplência dos consumidores.

Registros cancelados


Na análise dos registros cancelados no SPC Brasil, que ocorrem depois que a dívida é quitada, a entidade revelou que também houve decréscimo, de 1,1% em relação ao mesmo mês de 2011, o que indica que muitos brasileiros continuam com dificuldades para pagar as dívidas vencidas que levaram a inclusão nos registros do SPC.
"Os resultados de junho mostram uma inversão em relação ao crescimento da inadimplência e das exclusões que vinham sendo observados nos últimos meses. Em maio as inclusões haviam subido 4,32% em relação ao mesmo mês de 2011 e, em abril, 4,45% na mesma base de comparação. Já as retiradas de registros haviam aumentado 1,7% e 6% em maio e abril, respectivamente, comparados com os mesmos meses do ano passado", explica a entidade em nota.
Fonte: UOL

Mais pobres sentem mais alta de alimentos e INPC sobe 0,26%


Apesar da pequena desaceleração em junho, a alta dos preços dos alimentos pesou mais no orçamento das famílias de menor renda.

O INPC (Índice Geral de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para inflação dos lares com renda de 1 a 8 salários mínimos, subiu 0,26% no mês passado, acima dos 0,08% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), cuja abrangência é maior (1 a 40 salários).
Os dois índices são calculados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e foram divulgados nesta sexta-feira (6).


O grupo alimentação registrou alta de 0,68% junho, em leve desaceleração frente a junho (0,73%). Acontece que esses produtos têm impacto maior no bolso das famílias de renda menor: o peso no INPC é de 28,37%, enquanto no IPCA se situa em 23,19%.

Em junho, as principais altas de alimentos vieram de itens como batata (17,67%), tomate (11,45%), pão francês (0,944%), arroz (1,01%), óleo de soja (2,92%), entre outros. O feijão carioca caiu 3,07%, mas ainda acumula forte alta de 53,51% no ano.

Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, os aumentos são resultado de problemas climáticos que afetam a safra de importantes produtos, como soja, arroz e feijão.

Ela ainda diz que se pode notar o início do impacto da alta do dólar, com a alta do pão por conta do aumento do trigo.

O menor ritmo de alta da inflação em junho (em maio, o IPCA havia sido de 0,36%) se deveu especialmente à deflação do grupo transportes, influenciada pela queda de automóveis novos (-6,70%) razão da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Como esses bens têm elevado valor, diz Eulina Nunes, seu peso é grande no IPCA (-10,08%), mas representa uma fatia menor no INPC (6,26%). Ou seja, a redução dos preços dos veículos ajudaram menos a reduzir a inflação das famílias de renda mais baixa.

IPCA

A inflação do IPCA de 0,08% registrado em junho foi a menor registrada desde agosto de 2010, quando havia ficado em 0,04%.

De janeiro a junho, a inflação acumula alta de 2,32%. Com esse resultado, o IPCA dos últimos 12 meses ficou em 4,92%. Esta é a menor taxa desde setembro de 2010 (4,70%).
A forte desaceleração de maio para junho decorreu principalmente por conta da deflação do grupo transporte (-1,18%).

O resultado foi influenciado especialmente pela queda nos preços dos automóveis novos, que ocorreu após a redução do IPI.


Com os novos em queda, os carros usados também caíram de preço (-4,12%).

Ainda no grupo transporte registraram redução o álcool (-1,24%) e gasolina (-0,41%).


Também contribuíram para a freada da inflação a queda do preço da energia elétrica (-0,67%) e dos eletrodomésticos (-1,2%).

A menor pressão dos artigos de vestuários (0,39%) e dos remédios (0,05%) foram outros fatores que ajudaram a conter a inflação.

Fonte: UOL

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Justiça do Trabalho em todo o país terá de divulgar salários de magistrados e servidores


Os Tribunais Regionais do Trabalho de todo o país deverão disponibilizar na internet os vencimentos de magistrados e servidores. A decisão é do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), em sessão ordinária desta sexta-feira (29/06).
As informações deverão conter os nomes, subsídios, vencimentos e descontos legais, e serão disponibilizadas a qualquer interessado, sem a exigência dos motivos.
A medida está prevista na resolução que implanta o Serviço de Informações ao Cidadão (SIC) no âmbito da Justiça do Trabalho de 1º e 2º graus. A norma prevê os critérios de transparência na prestação de informações, de forma segura e confiável, pelos órgãos da administração pública, conforme dispõe a Constituição Federal e a Lei 12.527/2011.
A resolução do CSJT prevê casos para indeferimento do pedido de informações, como por exemplo, aquelas a respeito de processos que tramitem em segredo de justiça, só acessíveis às partes e seus advogados. Informações pessoais que dizem respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem dos magistrados e servidores também poderão ser justificadamente indeferidas.
Os comitês gestores dos sites dos TRTs deverão adotar as providências necessárias para garantir permanente atualização das informações, que estarão disponíveis nos respectivos portais da transparência.
A resolução entra em vigor após publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT).
Fonte: http://www.wagner.adv.br/wagner-advogados-noticiaintegra.php?id=13985

quarta-feira, 4 de julho de 2012

ASSESSORIA EM CÁLCULOS JURÍDICOS - PERÍCIA CONTÁBIL


BEN HUR SALOMÃO TEIXEIRA - ASSESSORIA EM CÁLCULOS JURÍDICOS - PERÍCIA CONTÁBIL - ATENDEMOS TODO O BRASIL!



CÁLCULOS JUDICIAIS PARA TODO O BRASIL!

Prezados Visitantes do nosso Blog.

Temos escritório localizado em Maracaju, no interior do estado do Mato Grosso do Sul, onde realizados cálculos judiciais e extra judiciais e pareceres técnicos que servem diretamente como forma de auxílio a advogados e escritórios de advocacia da região, além disso atuamos como Peritos Oficiais da 1º e 2º Vara do Trabalho de Dourados localizada no mesmo estado em que nos situamos.

Porém expandimos nossos serviços e atendemos via e-mail a profissionais e seus clientes em todo o Brasil, sendo assim se você possui dificuldade em localizar um profissional habilitado para a realização de cálculos judiciais na sua cidade, fazemos isso para você!

Nos envie digitalizados seus documentos, realizamos o cálculo, parecer ou laudo completo sobre o caso e enviamos uma cópia imediatamente via e-mail e outra assinada via correio.

Para advogados localizados em Maracaju e Dourados* buscamos e entregamos os documentos pessoalmente em seus escritório.

Segue alguns de nossos serviços, quanto a serviços não listados aqui, se informe por e-mail: calculosjudiciais.pericias@hotmail.com

1 - Terceirização de Cálculos para escritório e advogados;
2 - Execução de Cálculos pendentes para agilizar a entrada dos processos (consulte parcelamento);
3 - Pareceres técnicos;
4 - Cálculos de Liquidação de Sentença Trabalhista*;
5 - Cálculos de Revisão de Dívidas Agrícolas;
6 - Cálculos de Revisão de Dívidas Agrícolas pelo Preço Mínimo;
7 - Cálculos de Dívidas Bancárias (consórcios, leasing, financiamentos etc.);
8 - Cálculos de Contratos "Vaca Papel";
9 - Revisão de Contratos Financeiros
10 - Cálculos em Geral.

Consulte agora mesmo via MSN, os nossos preços e formas de pagamento, serviço rápido e de qualidade.

Nos adicione no MSN Messenger: calculosjudiciais.pericias@hotmail.com
Ou nos ligue: (67) 3454 3653

Tenha um Perito Judicial ao seu lado, auxiliando na solução dos processos, ligue agora ou nos envie um e-mail com seus documentos que necessitem cálculos.

Nossos contatos na rede:

Siga-nos no twitter: 
@periciacontabil

Nos adicione no orkut:

Nosso Blog:
http://periciascontabeisjudiciais.blogspot.com

Estamos no Facebook:

Atendimento via MSN (8:30 as 17:00 horas de segunda a sexta):
calculosjudiciais.pericias@hotmail.com

Atendimento Via Google Talk (8:30 as 17:00 horas de segunda a sexta):
dinamica.benhur@gmail.com

E-mail:
calculosjudiciais.pericias@hotmail.com

Grande abraço a todos e até o próximo post!

Ben Hur Salomão Teixeira
Perito Contábil.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Governo começa a pagar em agosto abono salarial para inscritos no PIS/Pasep.


As datas para o pagamento dos abonos salariais do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Publico (Pasep) referente a 2012/2013 foram definidas. Os pagamentos começam em agosto, de acordo com a data de nascimento dos beneficiários, e ficam disponíveis para saque até 28 de junho do ano que vem. Os abonos podem ser recebidos na Caixa Econômica Federal (PIS) e no Banco do Brasil (Pasep).
A partir de 15 de agosto, os nascidos em julho poderão receber o abono. No dia 22 de agosto, ficam disponíves os valores para os nascidos em agosto. A partir de 29 de agosto, os em setembro. Em 12 de setembro, começam os pagamentos aos nascidos em outubro. Em 19 de setembro, aos que naceram em novembro e, em 26 de setembro, aos de dezembro.
Os nascidos em janeiro, fevereiro e março, receberão o abono a partir de 9, 17 e 24 de outubro, respectivamente. Em novembro, serão os pagamentos dos abonos dos nascidos em abril, maio e junho – a partir dos dias 13, 21 e 28, respectivamente.
Chamado de abono salarial, o rendimento de PIS/Pasep garante o pagamento anual de um salário mínimo aos trabalhadores que receberam, em média, até dois salários mínimos mensais e trabalharam por pelo menos 30 dias com carteira assinada no ano anterior ao pagamento. Além disso, o trabalhador precisa estar cadastrado no PIS ou Pasep há mais de cinco anos.
Na última quinta-feira (28), o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou o orçamento de R$ 62 bilhões para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em 2013, dos quais R$ 15,4 bilhões irão para o pagamento de abonos salariais, aumento de cerca de 21,2% em relação ao valor para este ano. Em 2012, os abonos totalizaram R$ 12,7 bilhões.
Fonte: UOL

Após corte do IPI, venda de carros novos dispara 24% em junho


A venda de automóveis e comerciais leves novos em junho disparou 24% na comparação com maio, ajudando a indústria a encerrar o primeiro semestre no mesmo nível de licenciamentos dos seis primeiros meses de 2011, informou à agência de notícias "Reuters" uma fonte do mercado com acesso a dados preliminares de emplacamentos.
A venda dos veículos leves em junho somou 340,3 mil unidades, no melhor desempenho já registrado para o mês, ante 274,4 mil em maio, segundo a fonte. Na comparação com junho de 2011, as vendas do mês passado subiram 18,6 por cento.
Por dia útil, as vendas corresponderam à forte média de 17.015 unidades em junho ante 12.476 em maio, mantendo o desempenho verificado no início do mês passado. Junho teve 20 dias úteis de vendas ante 22 dias em maio.
Em 6 de junho, a associação de montadoras de veículos, Anfavea, afirmou que as vendas do setor no dia anterior tinham registrado pico de 17,7 mil unidades.
O governo adotou no final de maio medidas de estímulo aos setores automotivo e de bens de capital, reduzindo alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos e anunciando juros menores em linhas do BNDES para máquinas e equipamentos. Além disso, o Banco Central liberou R$ 18 bilhões em depósitos compulsórios de bancos para financiamento de veículos.
As montadoras, que até maio tinham estoques altos, suficientes para 43 dias de vendas, responderam com feirões e anunciando pesadamente descontos a partir do corte do IPI, válido até o final de agosto.
No semestre, as vendas foram de 1,63 milhão de unidades, praticamente estável ante os 1,64 milhão de unidades de um ano antes.
Antes de junho, as vendas de veículos leves entre janeiro a maio registravam queda de 4,4% sobre o mesmo período de 2011. Considerando ônibus e caminhões, a queda acumulada era de 4,8%, o que obrigaria as montadoras a licenciar 324 mil veículos por mês entre junho e dezembro para cumprirem a previsão de crescimento da Anfavea de 4% a 5% nas vendas em 2012.
A associação de concessionários, Fenabrave, divulga fechamento oficial de vendas do setor na terça-feira e a Anfavea publica números que incluem produção e exportações na quinta-feira.
Segundo a fonte, Ford e Volkswagen registraram os maiores crescimentos de vendas de automóveis e comerciais leves entre as quatro maiores montadoras do país entre maio e junho, com altas de 38,7% e de 31,7%, respectivamente. Enquanto isso, Fiat  apurou expansão de 26,4% e a General Motors, de 5% no período.
A Fiat vendeu 75.168 automóveis e comerciais leves em junho, seguida por Volkswagen, com 71.444 unidades; GM, com 57.547; e Ford, com 33.657.
Fonte: UOL
(Com informações da Reuters)

domingo, 1 de julho de 2012

Aos 18 anos, real deu credibilidade à moeda brasileira, mas crise preocupa.


Ao completar 18 anos, o Plano Real conseguiu cumprir com o seu principal objetivo: recuperar a credibilidade da moeda brasileira. Porém, na opinião de especialistas, a crise atual exige cuidados e atenção do governo.
"Para a nova geração talvez não seja fácil perceber, mas, com o Plano Real, finalmente o Brasil tornou-se um país normal, em que as pessoas não têm que se preocupar mais com o valor do salário no final do mês", afirma o professor de Economia da PUC-SP Antônio Carlos Alves dos Santos. "[O Real] era uma plano de estabilização econômica, e essa função ele já cumpriu. Hoje, é uma moeda madura."


Porém, no início da implementação, o Plano Real sofreu com ataques políticos e desconfiança por parte de economistas.
"O Plano [Real] surge dentro de um contexto de embate eleitoral. Foi muito mal visto pelos economistas do PT, mas bem visto pelos economistas do PSDB. Mas mesmo dentro do PSDB de São Paulo existiam alguns economistas que não apostavam no seu sucesso", diz Santos.
A desconfiança não era apenas política. Antes do início do Plano Real, as cédulas de R$ 100 foram fabricadas em grande número, já que havia receio de a inflação afetar o valor da moeda. O estoque foi tão grande que as cédulas fabricadas em 1994 duraram até 2007, segundo o Banco Central (BC).

Desafio atual é a "guerra cambial"

Nos últimos anos, a chamada "guerra cambial" surgiu com o aprofundamento da crise internacional, que teve como símbolo a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008.
O governo brasileiro tomou diversos medidas nos últimos anos para diminuir essa "invasão" de dólares. A principal delas foi a queda da taxa básica de juros, a Selic, que passou de 45%, em março de 1999, para os atuais 8,5%. Incentivos para a indústria nacional e o consumo interno também têm sido intensificadas nos últimos meses.
Porém, um saldo negativo dessa política é o aumento da inadimplência, que já começa a preocupar o governo. O nível de calote atingiu 6% em maio, recorde da série histórica do BC, que começou em junho de 2000.
"A situação [do Plano Real] ainda é relativamente confortável. Existem algumas deteriorações conjunturais: ainda temos uma dependência forte do comércio exterior, por exemplo. Enquanto a economia mundial estiver em crise, a economia brasileira também sofre um pouco. Esse cenário preocupa, já que podemos crescer menos", afirma Gilberto Braga, professor de economia do Ibmec.

Real enfrentou fortes diversas crises até 2002

O Plano Real enfrentou três grandes crises mundiais em quatro anos, que afastaram os investidores estrangeiros do país. Foram elas: a crise do México (1995), a crise Asiática (1997) e a crise da Rússia (1998).
 “As crises obrigaram o governo a realizar mudanças na política cambial, que passou a ser flutuante. Tínhamos uma necessidade de dólares. Hoje, temos uma reserva muito confortável e não temos mais esse tipo de problema de reservas. Isso dá munição para o país contra ataques especulativos de recursos estrangeiros”, diz Braga.
A última grande luta para a estabilidade da moeda foi em 2002, por conta da eleição do ex-presidente Lula, que até elaborou um documento destinado aos empresários prometendo continuar com a política econômica do país.

Novo "velho" desafio

Passada a desconfiança inicial, o novo desafio é seguir com a diminuição da pobreza e diminuir a desigualdade social, segundo o professor da PUC-SP Antônio Carlos Alves dos Santos.
"Se formos pensar no Plano Real, ele é um plano de retomada e crescimento econômico, com distribuição de renda. Não é suficiente crescer sem garantir acesso ao crescimento econômico para todos. E é esse o objetivo que deve continuar sendo perseguido", diz.
Fonte: UOL