domingo, 20 de maio de 2012

Com bom planejamento, empresário começa negócio sem dinheiro próprio.


Gabriela GasparinDo G1, em São Paulo
PME - financiamento (Foto: Editoria de Arte/G1)
O químico Eduardo Martinez de Almeida, de 47 anos, decidiu que estava na hora de abrir o próprio negócio em 2008, após trabalhar 25 anos como funcionário em multinacionais. Sem capital inicial próprio, contudo, precisou buscar crédito no banco e, graças a um bom plano de negócios, financiou 100% do investimento necessário na época, cerca de R$ 400 mil. De lá para cá, a Star Active, que atua com cosméticos, cresce cerca de 20% ao ano e vende produtos para todo o país.
Para convencer o banco de que o negócio traria retorno, porém, Almeida afirma que foram necessários seis meses de pesquisas sobre o mercado para a elaboração do plano de ação.

“Os bancos vendem dinheiro, é o comércio deles. A partir do momento que você mostra para ele a viabilidade do negócio, os riscos inseridos, e ele confia, ele financia”, diz. O prazo de financiamento foi em 72 meses e o empresário afirma que ainda está pagando as prestações, mas revela que o retorno da empresa já permitiria até quitar o valor se fosse conveniente.

Só ter boa ideia não é suficiente
A experiência de Almeida mostra que, apesar de essencial, uma boa ideia não é suficiente para conseguir um financiamento. Fazer um plano de negócios é importante para trazer credibilidade e convencer o banco de que haverá retorno, afirmam especialistas. É possível, ainda, buscar recursos com fundos ou sócios que acreditam na ideia.
O professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas em São Paulo (FGV-SP), Samy Dana, explica que grande parte dos empresários abre um negócio apenas porque têm afinidade com a área, mas não avalia itens como demanda, custos, lucro e capital necessário, o que faz muitas empresas fecharem nos primeiros anos de vida. “Sem dúvida, uma boa ideia é fundamental mas, apesar de necessária, não é suficiente”, afirma.

Plano de negócios
Ao fazer o plano de negócios, o empresário terá em mente todo o capital necessário e a forma que virá o lucro, além das estratégias para alcançar esse retorno.

De acordo com Dariane Castanheira, professora na área de pequenas e médias empresas na Fundação Instituto de Administração (FIA), um plano deve ter o mapeamento do negócio, com informações sobre a empresa e seus produtos, a estratégia para angariar os lucros e a projeção financeira do negócio (veja como fazer um plano de negócio abaixo).
O que deve conter um plano de negócio
Fazer um bom plano é essencial para conseguir um financiamento. Vaje abaixo um resumo do que deve constar em um plano de negócios, de acordo com o guia do Sebrae
Sumário
Contém os pontos mais importantes do plano. Deve conter dados dos empreendedores (experiência profissional e atribuições), do empreendimento, missão da empresa, setores de atividades, forma jurídica, enquadramento tributário, capital social e fonte de recursos. Só deve ser elaborado após a conclusão do plano
Análise de mercado
É necessário especificar quem são os clientes, seus perfis, necessidades e como encontrá-los. Deve constar também os principais concorrentes. Visite-os e examine suas boas práticas e deficiências, como será a competição e se há espaço para todos. Levante, ainda, quem serão os fornecedores e mantenha o cadastro atualizado
Plano de marketing

É preciso descrever os principais itens que serão fabricados, vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe as linhas de produtos (tamanho, cor, sabores, embalagem, rótulo, marca, etc). Para empresas de serviço, informe quais serviços serão prestados. Liste preços, estratégias promocionais, de comercialização e a localização do negócio
Plano operacional

Por meio de um layout, deve-se definir como será a distribuição dos setores, de recursos (matérias-primas, produtos, estantes, gôndolas, vitrines, prateleiras, equipamentos, móveis, etc.) e das pessoas no espaço disponível. É importante estimar a capacidade de produção da empresa e como ela irá funcionar, levando em conta a necessidade de pessoal
Plano financeiro
Deve constar o total de recursos a ser investido para a empresa começar a funcionar e todos os custos para funcionamento (matéria-prima, comercialização, mão de obra, materiais diversos, depreciação, custos fixos e operacionais mensais). Deve conter, dados como indicador de viabilidade, lucratividade, rentabilidade e prazo de retorno do investimento
Construção de cenários
Simule valores e situações diversas para a empresa, como cenários onde o negócio obtenha resultados pessimistas (queda nas vendas ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição das despesas). Pense em ações para agir em cada caso. Faça quantas simulações forem necessárias e tenha sempre alternativas (plano B)
Avaliação estratégica

É preciso avaliar os pontos fortes e fracos do negócio, com a finalidade de tornar a empresa mais eficiente e competitiva. Um exemplo é a análise F.O.F.A (iniciais de forças, oportunidades, fraquezas e ameaças). É preciso analisar cada um desses pontos, para pensar nos aspectos favoráveis e desfavoráveis do negócio, seus proprietários e mercado
“A empresa que está iniciando agora, não é fácil conseguir. Mas se ela fizer um plano de negócios e enviar para algum banco que opera com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é mais fácil”, sugere Dariane.

Pesquisa
Foi o que fez o químico Almeida que, apesar de gostar muito da área e ter experiência como químico, fez um curso para empresários e buscou todas as informações antes de abrir a empresa.
“Eu comecei a buscar o que produzir, o que o mercado queria (...). Fiz o plano para saber o investimento, o capital de giro de no mínimo seis meses. Quando você faz o plano tem que levar em consideração tudo o que precisa para a empresa funcionar, inclusive os próprios funcionários”, sugere. Por conta disso, o empresário conta que visualizou desde o início da produção, com a compra dos materiais e embalagens, ao processo de distribuição aos salões de beleza. A empresa atua no ramo de cosméticos para profissionais.

“A lógica do capitalismo é ‘eu não tenho dinheiro, mas tenho a ideia’. Mas, na prática, isso tem algumas barreiras”, explica o professor Dana. De acordo com o especialista, apesar da Selic (taxa básica de juros) estar atualmente em 12,5%, é muito difícil uma empresa conseguir um empréstimo próximo a esses patamares, e mais complicado ainda é conseguir lucrar tanto no começo do negócio para pagar o empréstimo.

“Se você não oferecer garantias reais, bens que sejam liquidados, o banco não vai te dar dinheiro”, ressalta o especialista. Almeida, por exemplo, disse que tinha alguns bens para oferecer como garantia ao banco.
Curso de gestão
Por conta dessa dificuldade é que Dana indica a realização de um curso de gestão para os aspirantes a empresários. Não precisa ser um curso muito longo, mas é importante buscar informações iniciais. O especialista sugere, inclusive, os cursos do Sebrae.
“Na vida de micro e pequeno empresário tem que se preparar, gostar muito do que faz e ter determinação"
Eduardo Martinez de Almeida, empresário
O analista técnico Sebrae-RJ, Ricardo Amaral, lembra que, em muitos casos é preciso ter ao menos uma parte ou até 100% do capital. “O ideal mesmo é que todo empreendedor consiga abrir a seu negócio com recursos próprios, sem precisar de financiamento (...). Todo negócio tem prazo para maturar, e quando você começa com endividamento, já começa com sócio que vai querer receber todo mês”, afirma.

Amaral afirma que, por conta disso, o planejamento é essencial. “Às vezes o empresário tem R$ 60 mil achando que dá, mas o negócio que ele quer exige R$ 90 mil. Ele tem que pensar quanto ele precisa para se manter, as contas e a família todo mês”, afirma.

Outra sugestão dos especialistas é procurar um banco onde o empresário já possui histórico ou bom relacionamento como pessoa física. Amaral, do Sebrae, indica que também pode ser uma opção colocar a empresa para funcionar, mesmo sem implantar tudo, e já ir construindo uma relação com o banco para, dali alguns meses, solicitar o empréstimo. É claro que, de qualquer forma, será necessário um bom planejamento.

Dana, da FGV, indica ainda outras opções para buscar financiamento, como os chamados Angel Capital, que são grupos que identificam boas oportunidades de negócio para investimento, ou até mesmo incubadoras. De acordo com o professor, um bom networking, nesses casos, pode ajudar a conseguir sócios.

Almeida sugere, contudo, que o importante é gostar do que faz e acreditar no negócio. “Na vida de micro e pequeno empresário tem que se preparar, gostar muito do que faz e ter determinação (...). Quando você gosta do que faz e acredita, essa mudança de empregado para patrão é imediata. O empreendedorismo está em todos nós, até para casar a gente precisa se vender”, avalia.
Fonte: Portal G1 (clique e confira a matéria direto do Portal)

Idéia - Designer de calçados lucra com tênis exclusivos para bateristas


Gabriela GasparinDo G1, em São Paulo
Designer de calçados lucra com tênis exclusivos para bateristas (Foto: Editoria de Arte/G1)
Foi em um ensaio de rotina com sua então banda de pop reggae no Rio Grande do Sul, em 2004, que o designer de calçados Rodrigo de Castilhos, de 39 anos, teve a ideia de criação da Urbann Boards, marca de tênis exclusivos para bateristas que hoje são usados por músicos do Brasil e do mundo.
O empresário ficou intrigado ao ver o baterista da banda trocar de calçados antes de tocar, já que o colega disse que não existia um tênis específico para a função. “E se tivesse, você compraria?”, questionou Castilhos ao colega, que deu uma resposta positiva.

A produção começou em 2006 e, de lá para cá, Castilhos já vendeu a países como Inglaterra, Itália e Alemanha, além de negociações com países da América Latina, entre outros. Recentemente, um acordo foi fechado para a venda de 500 pares nos Estados Unidos. A expectativa é um crescimento de 600% nas vendas em 2011, com pedidos de 4 mil pares ao mês, sendo metade no mercado interno e a outra metade no exterior. 

Dicas do especialista
Assim como ocorreu com Castilhos, especialistas afirmam que gostar do que faz e descobrir um diferencial são fatores essenciais na hora de selecionar uma ideia de negócio.
Para a escolha da ideia, quatro pontos são importantes, afirma Reinaldo Messias, consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP): se a ideia traz realização profissional, se traz inovação, se é viável financeiramente e se o projeto terá continuidade.
Como selecionar uma ideia
Realização profissional (Foto: Editoria de Arte/G1)
Realização profissional
É preciso gostar do ramo de atividade. Conhecer ou ter experiência no setor é uma dica. Para aqueles que não conhecem, mas têm afinidade com a área, o indicado é fazer cursos para entender do assunto. O conhecimento será importante na hora de cobrar e resolver possíveis problemas
Inovação (Foto: Editoria de Arte/G1)
Inovação
É preciso analisar se alguém se interessará por essa ideia. Uma dica é pensar se a concorrência já não pensou na mesma coisa antes. Se sim, o ideal é avançar e oferecer uma novidade, um benefício, uma conveniência. Pense em necessidades e carências que nem o cliente sabia que tinha e ofereça a solução
Viabilidade (Foto: Editoria de Arte/G1)
Viabilidade
É indicada a elaboração de um plano de negócios inicial*, com estimativas de quanto a empresa irá vender, quando irá gastar e quanto ela trará de lucro, para saber se a ideia é viável . Deve-se calcular o investimento necessário e capital de giro inicial e, obviamente, ter essa quantia. Também é preciso pesquisar na legislação se nada impede a criação da empresa
Continuidade do projeto (Foto: Editoria de Arte/G1)
Continuidade do projeto
A ideia precisa ter continuidade, ou seja, não pode ser uma necessidade instantânea que surge por conta de um evento específico, como, por exemplo, venda de produtos para a Copa. O ideal é ver se o projeto terá demanda ao longo de todo o ano
*para colocar em prática a ideia, será necessária a elaboração de um plano de negócios completo. Dicas de como fazer o plano poderão ser conferidas na segunda reportagem da série, na terça-feira
“Uma ideia é aquilo que te realiza e desenvolve seu potencial”, afirma o consultor. Além de avaliar se gosta, o empreendedor precisa, ainda, pensar se alguém vai se interessar por aquilo que você pensou, explica.

Quando teve a ideia, Castilhos disse que faz ampla pesquisa com os bateristas para conhecer suas necessidades, o que levou dois anos. A pesquisa envolveu entrevistas com músicos e testes de pastilhas, moldes e tecidos. “Eu sempre procurava algo diferente para fazer, mas nunca achava nada”, conta.

O especialista do Sebrae afirma que achar esse diferencial, ou seja, inovar, é essencial para ter sucesso nos negócios. “É preciso avaliar essas ideias sobre a luz da viabilidade e das oportunidades, ou seja, é oportuno lançar?”, diz. Um exemplo, segundo Messias, é trazer alguma conveniência ao cliente, uma solução na medida certa.
Eu sempre quis procurar algo diferente para fazer, mas nunca achava nada"
Rodrigo de Castilhos, empresário
Calçados ideais
No caso da Urbann Boards, Castilhos afirma acreditar ter chegado nos calçados ideais para os bateristas. De acordo com ele, nas entrevistas, descobriu que a necessidade era um calçado leve, que protegesse os pés dos músicos e, ao mesmo tempo, os auxiliassem nos movimentos.

Um dos investimentos pesados é com os chamados “endorses”, músicos que são pagos para usar os produtos. Castilhos conta que fechou contrato com bateristas renomados, o que tem impulsionado os pedidos, que hoje ocorrem 80% pela internet. Os demais modelos são vendidos em lojas de instrumentos musicais. O empresário afirma que não tem a intenção de fazer a venda em lojas de calçados convencionais, já que a ideia é que o baterista veja o tênis como mais um acessório de trabalho.

“Eu criei um produto que não existia. Eu precisei, através do marketing, criar um desejo para o produto e a cultura de comercialização disso está sendo feita”, afirma Castilhos.
O designer afirma desenvolver e criar todos os modelos. Atualmente, é ele quem compra os tecidos e materias para a fabricação dos pares, que são confeccionadas em fábricas a pedido de Castilhos.

Para o coordenador do núcleo de empreendedorismo do Senac São Paulo, Daniel Garcia Correa, a ideia, contudo, não surge de uma hora para outra. É preciso pesquisar e ter conhecimento de mercado. “Tem muita gente acha que vai dormir e acordar com uma ótima ideia (...). As ideias surgem com o que você conhece, com a área que atua, com alguma coisa que já estudou há algum tempo ou com a experiência pessoal”, afirma.

Correa diz, ainda, que também é muito importante ter percepção de uma carência no mercado, como fez Castilhos com os tênis para bateristas. No caso do empresário, por exemplo, ela já era designer de calçados quando teve a ideia.

“A ideia não aparece do nada. Não adianta fazer exercício de criatividade, eles são até gostosos para brincar com a cabeça, mas não é através disso que se enxerga uma oportunidade”, diz Correa.
Fonte: Portal G1 (clique a confira a matéria direto do portal)

sábado, 19 de maio de 2012

Agradecimentos

Pessoal

A nossa atualização do Blog de hoje, é um pouco mais informal, e visa apenas agradecer.

São mais de 2000 visitas em nosso Blog, mais de 500 seguidores no twitter, estamos quase atingindo as 100 curtidas em nossa página no Facebook, diversos comentário positivos nos nossos textos na coluna "Nossa Opinião", enfim, podemos dizer que nossos meios de relacionamentos estão fazendo um grande sucesso!

Quero agradecer a todos e convida-los a estar sempre nos visitando, buscamos deixar você sempre bem informado sobre tudo que acontece na área contábil e assuntos diversos.

Grande abraço

E voltem sempre!

Ben Hur Salomão Teixeira
É Perito Contábil, atuando na área de revisão de dívidas agrícolas, sendo perito do juízo na Justiça do Trabalho.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Receita desarticula quadrilha especializada em fraudes no IR.



A operação Onça Preta, realizada em conjunto entre as Receita e a Polícia Federal, desarticulou nesta quinta-feira (3) uma quadrilha acusada de fraudar a DIRPF (Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física) para obtenção de restituições indevidas.
De acordo com a Receita Federal, os crimes envolveram a DIRPF (Declaração do Imposto Sobre Renda da Pessoa Física) e a DIRF (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte) de prefeituras do estado da Bahia e somam mais de R$ 5 milhões em fraudes.
Entre os crimes praticados pela quadrilha está a falsidade de documento público, uso de documento falso, formação de quadrilha, estelionato e crimes contra a ordem tributária.
Indícios de fraudes
Segundo a Receita, os contribuintes que apresentaram declarações com indícios de fraude vão receber intimações. Para evitar os processos, os contribuintes devem corrigir as informações falsas prestadas, enviando as declarações retificadas. A ressalva é que as retificações só podem ser feitas antes dos contribuintes serem notificados pela Receita, caso contrário só poderão responder de forma administrativa e penalmente.

Os contribuintes beneficiados pelo esquema deverão devolver os valores recebidos indevidamente acrescidos de juros. Além disso, também poderá ser cobrada uma multa de até 300% do valor do imposto retido declarado, além de responder criminalmente pela fraude, já que a Receita encaminhou ao Ministério Público Federal as informações sobre o esquema e a relação de todos os contribuintes envolvidos.
Operação
A operação contou com a participação de 10 servidores da Receita Federal e 20 policiais federais para cumprir 3 mandados de busca e apreensão na Bahia, nas cidades de Jequié e Feira de Santana, além de um em Fortaleza (CE).

Ainda foram expedidos dois mandados de prisão e duas conduções coercitivas, onde a Receita espera apreender documentos, computadores e mídias magnéticas.
FONTE: UOL

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vídeo - Perícia Contábil - Universidade Católica de Brasília.


Esse vídeo visa auxiliar o público que pretende ingressar na profissão de perito contábil. Foi desenvolvido por alunos de Ciências Contábeis da Universidade Católica de Brasília, como quesito para aprovação na disciplina Estágio em Perícia Contábil.


Perícia Contábil – investigação dentro da Contabilidade



De acordo com o dicionário da língua portuguesa, perícia significa qualidade de perito, destreza, habilidade e proficiência, exame de caráter técnico, por pessoa entendida, nomeada pelo juiz, de um fato, estado ou valor de um objeto litigioso.

A Perícia Contábil não foge a esse conceito já que, segundo a Norma Brasileira de Contabilidade, constitui um conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar à justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais e a legislação específica no que for pertinente.
Para atuar como Perito Contábil não é necessário prestar concurso público, realizar pós-graduação ou qualquer curso específico sobre perícias. Basta ser registrado no Conselho Regional de Contabilidade e formado no ensino superior de Ciências Contábeis (Técnicos em Contabilidade não podem ser Peritos).

Algumas qualidades são fundamentais para que o profissional obtenha sucesso. Essa área exige constante aprimoramento e capacidade para pesquisar, analisar, sintetizar e fundamentar questões para a criação de um laudo pericial preciso e convincente. “O Contador, na função de Perito, deve manter adequado nível de competência profissional, estar atualizado sobre as Normas Brasileiras de Contabilidade, além de ter conhecimento das áreas técnicas contábeis, especialmente as aplicáveis a cada tipo de Perícia”, disse o conselheiro do CRC SP, Celso Aparecido Gonçalves, que atua na área há 14 anos.
Ética, responsabilidade e idoneidade também devem fazer parte do caráter do profissional e é uma obrigação do Perito Contador atuar de forma imparcial, apresentando uma prova justa, fiel e verdadeira.

Em caso de litígio, o Perito Contador é chamado pelo juiz para oferecer laudos técnicos em processos nas justiças Estadual, Federal e do Trabalho, que envolvam pessoas físicas, jurídicas e também órgãos públicos. Nesses casos, tanto o réu quanto o autor podem também indicar Peritos assistentes que acompanharão o caso.

Durante o processo de trabalho, os profissionais deverão fundamentar suas conclusões por meio de exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, avaliação e certificação. Assim, o laudo pericial gerado será claro e objetivo.

Existem quatro tipos de Perícia:

– Perícia Judicial: realizada dentro dos procedimentos processuais do Poder Judiciário;
– Perícia Semijudicial: realizada no meio estatal, por autoridades policiais, parlamentares ou
administrativas que tem poder jurisdicional;
– Perícia Extrajudicial: realizada fora do Judiciário, por vontade das partes;
– Perícia Arbitral: realizada por um Perito e, embora não seja judicialmente determinada, tem valor de Perícia Judicial, mas natureza extrajudicial, pois as partes litigantes escolhem as regras que serão aplicadas na Arbitragem.
Dentro desses segmentos, as perícias ainda podem ser oficiais, requeridas, necessárias, facultativas, de presente ou de futuro.

Perícia x Auditoria – Ainda há muita confusão quanto às atividades do Perito e do Auditor. De forma simplificada, o Perito Contador atua sobre um caso litigioso que envolve duas partes. Já o Auditor trabalha para uma entidade pública ou privada que o contrata para observar e emitir parecer sobre as demonstrações financeiras da empresa. “A principal diferença é que a Auditoria opera pelo processo de amostragem e a Perícia sobre um determinado ato, ligado ao patrimônio das entidades físicas ou jurídicas, buscando a apresentação de uma opinião por um laudo pericial”, afirmou Gonçalves.
Segundo Antonio Carlos Bordin, há 20 anos atuando na área, essa confusão entre Perícia Contábil e Auditoria se dá por problemas educacionais. “O sistema universitário é insuficiente no currículo e deficiente na formação de professores”.

Mercado de trabalho – No atual cenário, a Contabilidade ganha destaque. A crise financeira e a adequação às Normas Internacionais de Contabilidade, instituída pela Lei nº 11.638/07, trouxeram o reconhecimento do profissional.
O mercado de trabalho para os interessados em seguir a área de Perícia Contábil mantém o ritmo acelerado. “O campo apresenta-se favorável. Empresas e profissionais da área contábil têm sua importância reconhecida na era globalizada. As atividades de Perícia e de Auditoria estão bem consolidadas”, disse Bordin.
Gonçalves compartilha da mesma opinião. “O mercado para os profissionais que possuem renomada competência nunca está em crise. A atividade do Perito está diferenciada por seu caráter investigativo e dinâmico, proporcionando um crescimento pessoal àqueles dispostos a se atualizar constantemente”, afirmou.
Clique nos tópicos abaixo para ler, na íntegra, as Normas Brasileiras de Contabilidade que abrangem a atividade de Perícia Contábil.


FONTE: CRC / SP